Prefeitura de Rio do Sul traz informações importantes sobre a dengue no município

Somando os casos locais e importados, já são 310 pessoas doentes neste ano na cidade

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Pelo menos 114 pessoas em Rio do Sul tiveram ou estão com dengue e não estiveram em cidades que também convivem com o mosquito causador da doença. Estes casos, chamados autóctones, se juntam a outras 196 pessoas que foram infectadas e são considerados “casos importados”, que pelo histórico de entrevistas, foi identificado que estavam fora de Rio do Sul e em áreas consideradas infestadas.

Independente de casos autóctones ou importados, os números mostram um avanço da doença na Capital do Alto Vale. Dados da Secretaria de Saúde mostram que outras 346 tiveram sintomas e o resultado do exame foi negativo após análise do Lacen, em Florianópolis. Outros seis casos estão em investigação.

Os bairros com maior número de pessoas doentes são o Canta Galo (23), Centro (21), Santana (12), Laranjeiras (9) e Boa Vista (6). O recordista de focos de mosquito continua sendo o Canta Galo, com 30. Estes são identificados em armadilhas deixadas pelas equipes do Departamento de Combate a Endemias, da Secretaria de Saúde.

Colaboração da comunidade é fundamental

O diretor de Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Rio do Sul, James Rides da Silva, reforça o aviso para que toda a comunidade seja parceira no combate ao mosquito Aedes Aegypti que transmite a dengue e outras doenças. É importante que se evite deixar água acumulada em qualquer tipo de recipiente ou objeto que pode ser local de criação do inseto.

“Todos podemos ajudar, limpando jardins, não deixando lixo ou entulho acumulado, potes com água, vasos de flores ou qualquer local que possa acumular mesmo que um pouco de líquido, onde o mosquito pode depositar ovos. Piscinas precisam de cuidado constante da água, assim como a cobertura de caixas d´água”.

Ele alerta ainda sobre a situação de mosquitos que a comunidade encontra ou são possíveis criadouros. “Nós recebemos muitas ligações e pedidos de visitas, mas não temos como atender todas as comunidades só porque um morador encontrou um mosquito que acha que é da dengue. Ideal é uma comunidade unida, que converse, que se ajude nas limpezas, não acumule lixo e denuncie mesmo aqueles casos que forem necessários”, ressalta

Sintomas e quais serviços procurar

A secretária de Saúde de Rio do Sul, Roberta Hochleitner, reforça que a população deve ficar atenta ao combate do mosquito da dengue, mas, ao mesmo tempo, mantenha a calma. A dengue não é uma doença como a Covid-19, por exemplo, mas alguns sintomas podem ser semelhantes. Os mais comuns são febre acima de 38ºC, dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

No entanto, existem níveis diferentes de gravidade, o que exige atenção. A forma mais aguda inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas e é fundamental que, em caso de sintomas graves, seja procurado atendimento médico, já que há risco de morte. Tanto as unidades de saúde de Rio do Sul como a UPA 24h podem fazer a triagem desses pacientes.

“Há alertas por todo o Estado sobre municípios com muitos casos e inclusive próximos de Rio do Sul. Será importante que a comunidade colabore neste momento. E em caso de suspeita de dengue, a pessoa deve procurar serviço de saúde”, explica a secretária.