Planalto avalia resposta cautelosa ao tarifaço dos EUA

Governo prepara ação na OMC e acelera diversificação de mercados

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A escalada do protecionismo comercial promovido pelos Estados Unidos contra o Brasil entrou em um novo capítulo crítico. Em questão de dias, o governo de Donald Trump aplicou uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e, posteriormente, anunciou uma nova taxa adicional de 12,5%. A conjuntura gerou uma complexa estrutura de cumulatividade tarifária dividida em “cestas” de produtos: itens isentos, produtos que mantêm uma taxa original anterior, bens atingidos pelos novos 12,5% (que podem ou não ter alíquota prévia), aqueles taxados no patamar de 25% e, por fim, uma quinta cesta cumulativa em que sobretaxas recentes se somam à taxa original.

O entendimento atual no Palácio do Planalto é de que a nova alíquota de 12,5% incidirá sobre quase a totalidade das mercadorias, exceto as isentas.

Trump usa o tarifaço com dezenas de países, inclusive aliados. No caso do Brasil, além de ser um país com boas relações históricas com os Estados Unidos, a balança comercial é há mais de uma década favorável a eles. O argumento de trabalho forçado para justificar a taxação adicional de 12,5% é questionável. O Brasil é mais avançado que os Estados Unidos no combate ao trabalho escravo.

Com informações do Brasil 247.